E de tristezas eu vou escrevendo
Como quem não ouve a massa
Tomando um gole de cachaça
Fingindo não estar vendo
Transcrevia tudo o que passava
Tanto pela mente
Quanto pela praça
Praça das minhas tristezas
A mente dos da praça
E tirando a carapaça
Se esvaiam as riquezas
E de pobrezas ressaltantes
As minhas já bastantes
Fazem parte do montante
De todos os meus soantes.
Nadim Maluf
10:08
14/04/08
14 de abr. de 2008
escrever...
Postado por
Nadim, O maluf.
às
20:12:00
0
comentários
9 de abr. de 2008
Farpa
É engolir sem nem ao menos querer mastigar.
Fazer um convite a um lugar onde
Você mesmo não iria, não é recíproco.
Um crítica sem base, mas com motivo.
Ou pior:
Dormir sem sono ou pensar drogado,
Dói demais a cabeça, dói de mais, a preocupação.
Tudo fica pior quando se tem um pesadelo consciente,
Ter a certeza de que não irá morrer,
Mas não saber até onde se pode ir.
O medo de avançar
Em tudo na vida.
No trabalho,
Nas conversas,
No semáforo,
No amor.
Não se tem limite,
Ainda mais nesse último.
Um pedacinho minúsculo de madeira encravada no braço esquerdo.
Aquela farpinha que se sente sempre que passa o dedo,
Mas quando vai ver se existe mesmo...
Não se vê.
Quando acha que tem algo,
Mas não tem.
Daí volta a droga
De acordar de um sono mal dormido,
Caretar depois de uma viajem mal pensada,
Ou talvez pensada de mais...
Relaxar depois de apanhar e,
Sem sentir o gosto,
Cuspir, junto com os dentes, o sangue e que já não é mais seu.
Sem sentir o gosto e sem sentir a pele arder.
Rima fazer com prazer,
Tremer,
Correr,
Aborrecer,
Debater e se defender,
Ferver,
Arrepender,
Beber,
Esquecer,
Gritar.
Depois que esquece,
O pesadelo acaba...
O limite é diferente do lugar onde para.
É o real que vem e diz o limite e onde parar, apanhar, relaxar.
Gritar, nesse caso, não rima,
Morrer.
Pedro Henrique Miranda
01:01 9/4/2008
Postado por
Pedro Henrique Miranda
às
01:02:00
2
comentários
26 de mar. de 2008
O que o homem tem com isso???
7 é um número peculiar...
Tudo bem... Seriam 6 mas são 7 os dias da semana, pois Deus resolveu descansar no último
São sete notas nas escalas naturais, ao menos na música ocidental.
são 7 cores no arco ires, para os não daltônicos.
Apesar de pequenos, sete são os coleguinhas da branca de neve.
Não são 3, nem 5...São 7 os sábios gregos, e que nasceram na grécia, olha só!
Sem falar nos defuntos, que estão numa distância de... Isso mesmo!!! Sete palmos do nível terrestre!
Enfim...
Lembrando que o sete vem depois do seis e precede o oito,
além de ser a quantidade de letras da palavra "Caralho", o sete é um número místico, assim podemos dizer...
E tem mais... Acabei de descobrir que 7 é o número de peças de cerâmica que determina a altura do meu banheiro...
Sete também é primo. =S
O número de páginas da carta de Pero Vaz de Caminha é quanto? Eu te pergunto.
É o mesmo número de vezes que Joana D´arc, ao ser queimada, exclamou o nome de Jesus. E ainda assim ele não a salvou...
E me diz... O que o homem tem com isso, especialmente o arquiteto da minha casa?
...
Postado por
Pedro Henrique Miranda
às
18:24:00
0
comentários
28 de jan. de 2008
Era uma vez...
Ainda cedo da manhã ele se preparava pra beber a última dose da garrafa e, logo que possível, colocaria seus velhos chinelos e, para mais uma vez, a terceira da semana, comprar um escocês barato na venda da esquina...
A última vez que lhe acontecera tal fato foi há um tempo atrás, desde então, saberia quando viria o terceiro acontecimento, e com certeza ele não estava errado. O sexo se tornou decadente após sua ex-esposa não o querer mais, e ainda se pode escutar os gemidos dela lá do sofá da sala, por insuficiência financeira, decidiram morar junto e era a vez dela usar a cama.
O pessoal do trabalho finalmente respondeu, o papel de psicólogo que iria fazer foi indeferido, o produtor queria alguém com nome... Woody Allen talvez pudesse usar tal história, mas sua vida apenas começara e ele tinha acabado de decidir que este seria seu último maço de cigarros.
Continua...
Postado por
Pedro Henrique Miranda
às
21:17:00
0
comentários
2 de nov. de 2007
Dor x Alegria
Conseguimos, facilmente, nos lembrar de uma dor que já nos ultrajou alguma vez no passado, mas não a sentimos quando tiramos um pouco de tempo para refleti-las. Se sempre que sentimos o incômodo nós aprendermos com ele, a dor que existiu é impossível de se sentir novamente, ela sempre será maior para que achemos que ela seja igual.
Ao contrário das dores, as alegrias e os prazeres pelos quais já passamos sempre irão nos fazer lembrar das estações mais arrebatadoras de nossas vidas. Desde aquele escorregão engraçado, ou ainda mesmo as fotos que um dia já te envergonhou, momentos estes que deixam saudades e a oportunidade de brincar e deleitar-se do contentamento que este ato de viver pode proporcionar a qualquer momento.
Postado por
Pedro Henrique Miranda
às
12:50:00
0
comentários
31 de out. de 2007
As Sombras
Do que te adianta fazer caretas
caras e bocas
feias e bonitas
se no escuro, nada vêem?
de que adianta gritar
espernear, se debater
movendo todos os seus membros
se cegos e surdos eles são?
de que adiante ter idéias brilhantes
pensar em tudo antes mesmo que aconteçam
fazer de um pequeno lustre, um sol
se acéfalos e opacos eles são?
não brilham, não ouvem, e não vêem...
são simples sombras.
Postado por
Nadim, O maluf.
às
22:05:00
0
comentários
Hoje, olhei pra cima e a lua estava assim.
Parece mesmo que o meio sabe pelo o que nós passamos e então tenta nos motivar.
Mas eu queria ter andado de bicicleta, o calor não deixou.
Também quis ter empinado pipa, o vento decepcionou.
E ainda tenho que pegar as malas da minha última viagem.
O meio não me deixa...
Não me deixa o sossego.
Fiquei mais atento nas espécies que fazem uma história daquelas grandes.
Indivíduos ansiando um grande: a manhã
Seres que, pelo um ponto de vista científico é impossível, ter uma longa noite.
Ansiando o amanhã saudável.
De um geito humano, escrever errado é certo.
De fato o amor é cego, mas sabemos a verdade.
Sei que você sabe, e sei que, além disso, estou, eu, aqui.
E passeei sim.
Passei a ver mais casais na rua,
Mas o par de que fazíamos parte era o mais formoso deles.
Não me fiz pequeno por dentro...
Postado por
Pedro Henrique Miranda
às
21:42:00
0
comentários