Então...
De onde vem
Essas cores
Sem foco?
Pra onde vão as pessoas
Sem rumo.
Daqui da janela quebrada de casa,
O panorama é diferente.
Tente perceber você!
E se tem uma coisa digo estúpida
É ficar dando pitaco
No panorama de terceiros, segundos, horas...
Formação...
Essa é a hora que eu acho engraçado.
“De acordo com o que estudei...”...
Leia-se: engoliu.
Aceite o que dizem, só...
É mais fácil do que você diz e pensa porra!
Agora fica calado merda!
...
...
Daí vem o silêncio... viu?
A hora de sentir pena, remorso...
Improvisar uma outra intenção para o palavrão.
O silêncio... Mas só se for do lado de fora,
Aqui dentro gritam comigo!
Um caos, e se existir, o inferno está aqui!
Vou fazer agora, pra manter a intenção de ser,
Um nada com nada e só pra ver crítica.
Não com seis como os outros!
Com sete: Caralho!
Daí vem:
“Lindo”
...
...
...
Eu dou risadas novamente.
Se não tiver, aí fico feliz.
Entenderam o que quis dizer.
Com estética...
Caminho...
Arte?
Prazer.
19 de jul. de 2008
O que alguns dizem
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Pedro Henrique Miranda
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1 de jul. de 2008
O Atual
Já estou há muito a olhar para uma só pessoa.
E ainda considero pouco.
EU considero pouco...
Quem é você?
Quem somos nós?
Minha mãe me disse pra ser cientista...
Meu pai sente calafrios quando falo de música...
O problema é que eu ainda espero um terceiro decidir por mim.
Enquanto isso, faço o que gosto.
Até a vida me deixar no chão...
Pés descalços, sem sentir frio.
Mãos frias, peito aquecido.
Perco o agora pois
Hei de ficar louco
Com anseio de olhar o espelho amanhã.
Estou a olhar agora mesmo, talvez um fiapo de barba a mais.
Sem falar no cabelo que nunca pára de crescer.
Quem hei de ser, só importa a mim?
Questiono-me e o tempo passa rápido.
Olhei-me agora, mas o amanhã nunca há de vir.
Quando me vejo, paro no tempo.
O amanhã nunca será!
E logo após, o passado de depois jamais volta...
Mas, mais tarde, eu nunca hei de ver!
E esse amanhã, não há de me buscar?
Durante, esse tempo que não me solta...
Pedro Henrique Miranda
02:29 1/7/2008
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Pedro Henrique Miranda
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9 de jun. de 2008
Ignorância é palavra de burguês, não é argumento.
Ainda não vi qual é o problema do guri escrever errado. E ser mais clichê que isso, impossível: "Acreditamos em um país democrático, laico, onde todos e todas podem (E DEVEM) se expressar.” Ignorância é saber da realidade e não aceitar! Infelizmente, em um país onde o número de votos é infinitamente menor do que o número de pessoas que tem interesse em votar, não há pesquisa, não há instrução. É dessa forma que temos deputados famosos, porém incapazes de exercer o cargo que lhe foi dado. É dessa forma que ninguém nem lembra o nome das pessoas em que votou. E pior, ninguém sente culpa. Então não se sinta mal pelas pessoas que tratam os pobres mal. Você também não fez nada para impedir o estado que eles se encontram agora. Não fez o dever de casa de cidadão.
Não existe instrução em muitos lugares neste planeta. Mas é muito fácil defender os pobres, assim como é fácil falar contra. Ser digno e honesto é tão fácil como ser corrupto. É fácil, porém a vida se dificulta. É muito fácil um mendigo observar durante pouco tempo um pedreiro para poder se tornar um. É muito fácil, não negue.
Mas é menos esforço pedir dinheiro na rua.
Freqüentar a escola, fazer uma boa redação não são constantes que pré-definem o caráter de alguém. Faço matemática pela Universidade de Brasília (Unb) e conheço um velhinho mendigo que saca de lógica muito, mas muito mais do que muito marmanjo que acabou de fazer o ensino médio em ensino público e/ou particular. E ele aprendeu na rua, ele aprendeu sendo deixado para trás pelos outros mendigos. É sim uma escola da vida! E vá achando que ele sabe menos de cultura do que aqueles que tiveram aulinha de história/geografia.
Pena é o que todos já nascem sabendo sentir. Não é por culpa do cara que "o país está uma merda" (o que já é jargão), não tira o teu da reta. Chamar o cara de idiota, ignorante, o que quer que seja, não vai melhorar a vida de um terceiro que come o pão que o diabo (?) amassou e nem por isso ele tem preguiça de viver. O país é assim, foi assim e espero que mude, não é por culpa de ninguém. É por culpa de TODOS que se corrompem. Seja roubando, seja colando pra passar do colegial. O país é uma merda não é pelo brasileiro que não sabe escrever, mas pelo motivo de que NINGUÉM ABRE ESPAÇO PARA DISCUSSÕES. Não existe uma assembléia nem onde está escrito para haver. Imagine o que não acontece no plenário do planalto central...
Fiquem putos sim, mas por vocês. Ignorância tem um significado muito mais forte do que a semântica usada em n comentários escritos por todos os cantos. Não falo por ninguém, não tomei as dores de ninguém, seja rico, seja pobre.
Pergunto:
Quem é você, que escreve bem, que sabe decorados todos os estados e suas respectivas capitais? Você que já leu de Drummond, Shakespeare até Paulo Coelho...
Independente de sua resposta, visão, moral e qualquer outro paralelismo com “tamanho não é documento”.
Você não é melhor que ninguém.
Não negue.
E pra acabar, eu peço truco.
(Texto escrito a partir de uma discussão do tópico: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=7549903&tid=2544922533421173278&start=1 )
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Pedro Henrique Miranda
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22:55:00
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19 de mai. de 2008
To querendo um chamego.
To precisando de um colo,
de um belo
dum rosto.
To tirando meu calo,
no ralo,
do poço.
To querendo um laço,
disfarço,
o nó.
To ficando só,
descalço,
sem braço.
To querendo um abraço,
sem laços,
e só.
To andando no espaço,
sem lenço,
sem Sol.
To pedindo espaço,
sem braços,
a sós.
To querendo dizer,
sem medo,
sem dó.
Que tenho um segredo:
Quero um chamego...
E só.
Nadim Maluf
17:50
18/05/2008
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Nadim, O maluf.
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11:18:00
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9 de mai. de 2008
E depois de tanto...
Acho que eu iria precisar de uma rede e de um violão...
Talvez um conhaque barato, daqueles com gengibre, pra esquentar minha solidão...
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Pedro Henrique Miranda
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25 de abr. de 2008
Guerra Claustrofóbica
Está muito frio agora à noite
As plantas não param de se mexer.
O vento nos traz notícias da cidade.
Mais alguém há de morrer.
Ao acordar, percebia o perdido
O impossivel era o passado consumido
A ironia é estar aqui sozinho,
Neste canto fechado sem ninguém pra ver.
O de repente agia naquela noite.
E mais alguém havia pra esquecer.
Sem tais lembranças até podia ver-me aflito
Não só, não se escuta nenhum grito.
Essa guerra claustrofóbica me prendia todas as noites
E mais pessoas estavam morrendo pela minha covardia.
Ao tentar ser herói,
A mente fecha a porta
A Luz do sol tentava notícias da cidade
Mais alguém morreu?
Não percebes o vazio que me faz?
Não vê o que mata mas faz?
Essa mente custrofóbica é o que tens,
E nem mesmo você sabe que capaz
Um abrigo, a ausência de um além.
A cabeça é o que agora vos mantém
É preciso de um lugar para se esconder?
Isso que vos tem já serviu pra alguém!
A lua me trouxe o vazio
Estou mais uma vez sozinho
As sombras fazem notícias na cidade
Mais um morto na saudade
Essa guerra claustrofóbica sempre me prendeu
Todas as noites mais alguém morreu
Ao tentar ser herói,
A mente fecha a porta
Os homens levam notícias pra cidade
Mais alguém morreu.
Por Pedro Miranda
18:55 11/7/2007
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Pedro Henrique Miranda
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-É negrinho, agora já está livre.
-Livre?!
-A tão falada justiça passou por aqui.
-Justiça?!
-É, justiça aquela que ...
-Ah, sim! Lembro-me muito bem dela, veio e não me viu. Cega se não me engano, né?
-Justamente, ela mesma.
-Dizem que eu é que não a vi passar por aqui!
Por Pedro Miranda
30/05/2006 00:29:13
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Pedro Henrique Miranda
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